"As partes concordaram com a criação de uma célula de gestão de conflitos, reunindo as partes envolvidas e a República do Líbano, e liderada pelos mediadores, para garantir o cumprimento da cessação das operações militares no Líbano", explicou um comunicado conjunto dos mediadores paquistaneses e cataris.
O mesmo documento diz que os Estados Unidos e o Irão acordaram um roteiro para alcançar um acordo final em 60 dias para pôr fim à guerra.
As delegações "concordaram com um roteiro com o objetivo de alcançar um acordo final em 60 dias, estabelecendo as bases para o início imediato de novas discussões técnicas", que continuarão esta semana na Suíça.
Os dois países acordaram ainda uma "linha de comunicação" para garantir a segurança da passagem de embarcações comerciais pelo estratégico estreito de Ormuz.
"Foi estabelecida uma linha de comunicação entre as partes (...), a fim de evitar incidentes e problemas de comunicação, com o objetivo de garantir a passagem segura dos navios comerciais pelo estreito de Ormuz", explicaram os mediadores.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, relatou "progressos significativos" nas negociações com os Estados Unidos, saudando a libertação de ativos iranianos e o levantamento das restrições ao petróleo, bem como avanços na questão libanesa.
"A mediação do Paquistão e do Catar possibilitou um progresso significativo no sentido do fim da guerra no Líbano", escreveu Araghchi na rede social X, após a primeira ronda de negociações na Suíça.
"As exportações de petróleo e produtos petroquímicos já não estão restringidas, o bloqueio foi levantado, alguns ativos congelados foram libertados e foi lançado um importante plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irão", acrescentou o ministro.
O anúncio surgiu depois de dos delegados iranianos terem brevemente abandonado as conversas em protesto contra uma mensagem do Presidente norte-americano, Donald Trump, considerada como "insultuosa" pelos representantes de Teerão.
Numa mensagem publicada na sua rede Truth Social, Trump instou Teerão a impedir que os aliados do regime no Líbano, referindo-se ao grupo xiita Hezbollah, "causassem problemas", caso contrário os Estados Unidos iam retomar os ataques ao Irão.
Teerão e Washington iniciaram no domingo as primeiras conversações na Suíça, mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, desde a assinatura, na semana passada, de um memorando de entendimento destinado a um fim duradouro das hostilidades no Médio Oriente.
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