As conversações que arrancaram este domingo na cidade suíça de Bürgenstock entre EUA e Irão, mediadas pelo Paquistão e Catar, são "um encontro histórico" com vista a "promover paz e prosperidade para todos", declarou à imprensa o número dois da Administração norte-americana.
“O que o presidente nos pediu para fazer foi virar uma nova página, de modo a transformar a nossa relação com o povo iraniano e estender a mão aos iranianos para lhes dizer que, se os seus líderes estiverem dispostos a renunciar ao seu papel de fator de instabilidade regional, se estiverem dispostos a abandonar de forma duradoura qualquer ambição de se dotarem de armas nucleares, então os Estados Unidos estão dispostos a transformar profundamente a sua relação com este país”, declarou Vance.
O vice-presidente destacou que o objetivo é encontrar uma "resolução diplomática para vários temas que interessam aos americanos e ao mundo".
"A abertura do Estreito de Ormuz, o fim do programa nuclear iraniano, estas coisas já foram feitas", afirmou.
"A questão agora é quanto mais podemos alcançar juntos. Podemos mudar as relações no Médio Oriente de forma permanente, ou voltamos a fazer as coisas como sempre aconteceu, o que não é a nossa preferência, mas certamente algo que pode acontecer", avisou.
O objetivo do presidente norte-americano, Donald Trump, é "um cessar-fogo total na região", sublinhou.
A reunião está a decorrer na sequência do memorando de entendimento assinado na quarta-feira passada por Trump e o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para pôr fim à guerra no Médio Oriente e que prevê um prazo de 60 dias para as duas partes debaterem temas como a reabertura do estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
C/ Lusa
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